Tuesday, May 1, 2018

 Flamengo tem maior arrecadação da história em 2017

Eduardo Bandeira de Mello
Em 2016 e 2017, a gestão de Eduardo Bandeira de Mello conseguiu investir fortemente no time, como demonstram aquisições caras como Everton Ribeiro,  contratado por R$ 22 milhões. Antes, entre 2013 e 2015, o foco estava em reduzir as dívidas do clube. O mandato de Bandeira de Mello chega ao fim em 2018, com o mérito de ter reorganizado o clube administrativamente, mas com poucos títulos conquistados até agora: em cinco anos, foram duas taças levantadas no estadual, além de uma Copa do Brasil.

Venda de atletas contribui para crescimento; dívida tem redução pequena, mas muda de perfil

Estadão Conteúdo
05 Abril 2018 | 09h56
2017 não foi um ano positivo como a torcida do Flamengo esperava dentro de campo, mas foi excelente fora dele. O time conquistou apenas o título carioca, foi vice na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana e decepcionou na Libertadores, caindo na primeira fase, e no Brasileiro, onde foi apenas sexto lugar. No campo financeiro, porém, time rubro-negro teve o melhor desempenho da história do futebol brasileiro, faturando R$ 649 milhões, de acordo com o balanço financeiro do clube.
A receita teve um crescimento de 27% em relação a 2016, que também já havia registrado o melhor resultado da história do clube. O aumento tem relação com as vendas do lateral Jorge para o Monaco e do atacante Vinicius Júnior para o Real Madrid, que juntas totalizaram 183 milhões de reais entrando nos cofres rubro-negros. O valor é superior a todas as vendas de atletas do clube entre 2002 e 2016.
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, cujo mandato vai até o fim de 2018. Foto: Fábio Motta / Estadão Conteúdo
A maior fonte de receitas, porém, ainda é a televisão: R$ 199 milhões de reais. Patrocínios geraram R$ 90 milhões, a bilheteria dos jogos contribuiu com R$ 62 milhões e o programa de sócio-torcedor ajudou com mais R$ 43 milhões. Fontes diversas, catalogadas como "outros" no balanço, geraram R$ 72 milhões.
A dívida do clube caiu para R$ 447 milhões, uma redução de 5%, e tem um perfil diferente: a parte "bancária" da dívida, que poderia aumentá-la em uma bola de neve através de juros, representa um montante pequeno em relação ao total, de R$45 milhões. A maior parte dos débitos está em questões fiscais, que o clube renegociou com o governo federal através do programa Profut, seguindo um cronograma de pagamentos. Dívidas trabalhistas somam R$ 58 milhões a serem pagos; gastos diversos ("outros") são R$ 56 milhões.